Estamos vivendo uma bolha imobiliária ?

O Brasil passa por um período de desaceleração da economia, e isso afeta todos os setores do país, inclusive a construção civil. Muitos especialistas discutem uma possível bolha imobiliária no país em decorrência da valorização dos imóveis, das taxas de inadimplência e da diminuição do poder de compra dos cidadãos. Contudo, ainda não existe um panorama unânime sobre o assunto, e o mercado tenta ser um pouco mais discreto ao falar de crise.

É provável que o Brasil enfrente uma bolha imobiliária nos próximos anos, caso a economia continue neste patamar. O aumento exorbitante no preço dos imóveis tem chamado a atenção principalmente nas regiões de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

O valor do metro quadrado está realmente elevado, e isso pode, com certeza, levar a sinais de bolha imobiliária. Outro fator que preocupa muito é a oferta de crédito imobiliário. O Governo tem apostado alto em conceder empréstimos aos bancos para que eles possam aumentar o crédito, de forma que os clientes adquiram o imóvel próprio.

Na atual conjuntura do mercado de imóveis no Brasil, não é possível dizer que estamos em uma bolha imobiliária, pois o cenário ainda não está tão alarmante. No entanto, os fatores da alta concessão de crédito e do preço dos imóveis podem levar o País a enfrentar uma séria crise.

Por enquanto, o mercado continua aquecido, e as empreiteiras e construtoras estão lucrando principalmente com imóveis para a Classe C. É preciso manter um olhar atento sobre a elevação dos valores dos imóveis e o desempenho do setor da construção civil.

O futuro do segmento vai depender da forma como o Governo poderá se preparar para enfrentar uma possível crise e, também, de como o consumidor deve agir caso a economia brasileira não volte a crescer. A expectativa do mercado é que a estabilidade financeira volte e equilibre também o orçamento dos futuros compradores de imóveis.

Neste momento, é possível afirmar, com total convicção, que o risco de uma bolha imobiliária ainda é pequeno e que as instituições financeiras do Brasil estão resistindo fortemente a uma possível crise do setor de imóveis.

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