Perfis de Síndicos

Figura indispensável em qualquer condomínio de apartamento ou casas, os síndicos são parecidos uns com outros e, por isso, muitas vezes percebemos essas coincidências quando conversamos sobre esse assunto com moradores de outros condôminos.

Isto porque os síndicos (profissionais ou não) têm características em comum.

O objetivo deste artigo é procurar apresentar alguns perfis de síndicos. A proposta destes perfis é fazer com que, para aqueles que são síndicos, possam se reconhecer e buscar melhorar sua atuação na gestão e, para os demais interessados, entendam uma forma de comunicação visando uma melhor resposta às demandas.

Síndico “Comandante”

É aquele que acha que tudo pode resolver e que a solução estará sempre a partir de suas ideias, ou seja, entende que ele deve ter sempre o comando da situação.

Como ponto forte, por agir sozinho, tende a ser rápido nas soluções, não protela a solução nem gosta de deixar para depois, mesmo quando a repercussão pode ser negativa em alguma de suas decisões.

Como ponto fraco, por entender que sua autonomia é plena, não consulta os demais gestores do condomínio, do subsíndico ao conselho, e tende algumas vezes a tomar decisões que não contam com a maioria das opiniões (às vezes, para não ter suas ideias contrariadas).

Síndico “Consultor”

É aquele que está sempre consultando ao máximo possível todas as pessoas para tomar uma decisão, das mais simples (novas plantas, a cor da caixa de correspondência etc.) às mais complexas (taxas extras, necessidade de uma nova pintura e novas obras etc.).

Ponto forte: Busca a maior participação de todos os moradores e proprietários para que haja uma maior harmonia nas decisões e uma menor possibilidade de atrito, buscando a convivência e a transparência de suas ações.

Ponto fraco: A percepção de consultar sempre todos (ou quase) pode atrapalhar nas ações que demandam rapidez e resultado imediato e, ao ouvir muitas opiniões, acaba por mudar de ideia ao longo das consultas, pois procura agradar ao máximo possível, preocupando, às vezes, mais do que o necessário sobre o seu estilo de gestão.

 

Síndico “Gerentão”

Entende o condomínio como uma organização empresarial em que o resultado final do maior lucro ou vantagem deve ser observado, sem por isso esquecer da qualidade do trabalho (adepto, muitas vezes, da tão repetida ideia “custo-benefício”).

Como ponto forte, é inovador e empreendedor por definição e dificilmente resta passivo em relação à situações incômodas, tendendo a tomar decisões com mais facilidade (muitas vezes em parceria com o subsíndico ou ouvindo o conselho).

Como ponto fraco: Se o condomínio é visto como uma empresa, a relação custo-benefício tende a estar mais focada na questão custo, no lado da despesa e com isto, pode adotar algumas práticas centralizadoras na gestão do condomínio.

 

Síndico “Realizador”

Busca estar sempre presente e acompanhando todas as atividades do condomínio, do trabalho na portaria à manutenção da piscina ou no recolhimento do lixo, por exemplo, no intuito de alterar para melhor os processos e inovar na gestão, com foco quase permanente em melhorias.

Como ponto forte, este síndico tem iniciativas próprias e está sempre próximo de tudo no condomínio, querendo verificar todos os passos em vários detalhes para ter sempre uma explicação ou sugestão de resposta à uma demanda ou problema.

Como ponto fraco, ao tentar tudo acompanhar nos detalhes pode perder-se na visão estratégica ou de médio-longo prazo do condomínio, pois estas tendem a apresentar resultados menos imediatistas, menos perceptíveis no dia a dia.

 

Síndico “Ocupado”

Quase nunca tem tempo para dedicar-se diretamente às questões do condomínio, e busca permanentemente apoio do subsíndico, do zelador ou da administradora do condomínio, transferindo-lhes muitas responsabilidades.

Como ponto forte, não é centralizador e pensa sempre em delegar atribuições, não se importando em trabalhar em equipe.

Como ponto fraco, ao delegar várias responsabilidades também não se preocupa muito com o resultado final, mas apenas a delegação da responsabilidade para, algumas vezes, eximir-se dela e, portanto, tende a realizar uma administração fraca ou imperceptível.

Síndico Legalista

Este perfil de síndico pauta sempre sua conduta naquilo que é “legal” ou “ilegal”, e tende a sempre responder com base na convenção ou no regimento interno, preocupado em não ser entendido como alguém que busca vantagem pessoal na gestão do condomínio.

Como ponto forte, os condôminos tendem a confiar na gestão diante do insistente discurso da legalidade em todas as ações, contagiando inclusive os funcionários.

Como ponto fraco, tende a ter uma menor iniciativa na administração do dia a dia e a ser algumas vezes inflexível utilizando as regras condominiais para punir, aplicar multas ou enviar notificações etc., Diminuindo um pouco a sociabilidade interna.

 

Author: admin

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